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1) Qual a diferença entre alimentos funcionais e nutracêuticos?
...respostas 1- Qual a diferença entre alimentos funcionais e nutracêuticos? Um alimento pode ser considerado funcional quando além de nutrir, é capaz de afetar beneficamente uma ou mais funções no corpo, melhorando a saúde e bem-estar e/ou reduzindo o risco de doença. Um alimento funcional deve continuar sendo um alimento e deve demonstrar os seus efeitos em quantidades que possam normalmente ser ingeridas na dieta: não é uma pílula ou uma cápsula, mas parte do padrão alimentar normal . Os nutracêuticos são suplementos dietéticos que apresentam uma forma concentrada de um possível agente bioativo de um alimento , presente em uma matriz não alimentícia, e usado para melhorar a saúde, em dosagens que excedem àquelas que poderiam ser obtidas do alimento normal (exemplo: licopeno em cápsulas ou tabletes).
2- Preciso de informações sobre alimentos pet x funcionais. Para uma pesquisa sobre alimentos funcionais x pet foods, sugerimos o endereço de um site que disponibiliza um artigo sobre esse assunto . Além desse texto, existem vários artigos científicos disponíveis no site da National Library of Medicine. Para consultar artigos neste site, basta adicionar a palavra chave desejada e acessar estudos como os que colocamos logo abaixo (clique sobre os endereços):
O ácido linoléico conjugado (Conjugated Linoleic Acid - CLA) é um derivado da gordura encontrado principalmente em ovos, laticínios, carnes e aves. Essa substância tem sido bastante utilizada como suplemento por praticantes de atividade física e atletas, devido ao seu suposto efeito em aumentar a utilização de gordura pelo organismo e, desta forma, promover o emagrecimento e aumento de massa magra. Estudos com animais têm demonstrado resultados animadores na redução de gordura corporal, entretanto, estudos em humanos não indicaram a mesma eficiência. A Anvisa recentemente divulgou um informe técnico sobre esse assunto, clique aqui.
4- O que são ácidos graxos ômega-3? Esses ácidos graxos são assim denominados por possuírem sua primeira dupla ligação no carbono 3 a partir do radical metil do ácido graxo. São encontrados em grande quantidade nos óleos de peixes marinhos como sardinha, salmão, atum, arenque, anchova, entre outros (peixes que vivem em águas profundas e frias), e também em algas marinhas e nos óleos e sementes de alguns vegetais, como a linhaça por exemplo. Os mais investigados e que possuem maiores benefícios à saúde são o EPA - ácido eicosapentaenóico e o DHA - ácido docosahexaenóico (presentes principalmente nos óleos de peixes). Pesquisas mostram que esses ácidos graxos são capazes de ajudar no controle da lipidemia, conter reações inflamatórias, entre outros benefícios. Dessa forma, podem ser coadjuvantes no tratamento de doenças cardiovasculares, artrite, psoríase, etc. Estudos recentes relacionam o uso do DHA em melhorar sintomas de depressão, Mal de Alzheimer e distúrbios de comportamento como a hiperatividade e déficit de atenção.
5- Preciso de informações sobre a Maca Peruana e a batata Yacon. A Maca Peruana ( Lepidium meyenii Walp ) é uma planta de origem andina, encontrada em uma área restrita do Peru, e no restante da América é conhecida como Maca ou Ginseng Peruano. Sua raiz comestível apresenta glicosinolatos aromáticos que são comuns nas espécies da família Brassicaceae (crucíferas como brócolis, repolho, couve flor etc). Estudos mostram que a raiz contém também outros compostos como alcalóides, esteróides, taninos, saponinas, flavonas, flavonóides, alcamidas e glicosídeos. A planta tem sido comercializada como um fitoterápico (não como alimento funcional), e as empresas fazem inúmeras alegações para ela, tais como, estimulante sexual, regulação hormonal, melhora da memória, imunoestimulação, antidepressivo, anticâncer e como aditivo para cura da anemia menstrual. Salientamos que estas propriedades farmacológicas não estão claramente comprovadas pela pesquisa científica. O yacon ( Polymnia sonchifolia ) é um tubérculo também originário dos Andes, sendo cultivado na Colômbia, Equador e Peru. A maioria dos estudos que investigam essa batata, avaliam seu efeito sobre a redução da glicemia (diminuição dos níveis de açúcar no sangue). O yacon, diferentemente da maioria dos tubérculos que armazenam amido, acumula inulina, uma forma de oligofrutano com alto poder adoçante e baixo poder calórico. Atualmente, a inulina é considerada uma fibra alimentar solúvel. Estudos mostram que ao ser ingerida, essa fibra chega quase que integralmente no intestino. No cólon é fermentada pela microflora e transformada em gases (10%), ácidos graxos voláteis (50%) ou encontra-se (40%) na biomassa bacteriana excretada. Além de auxiliar o bom funcionamento intestinal, a inulina não aumenta nem a glicemia nem a taxa de insulina no sangue, sendo, consequentemente, indicada para os diabéticos.
6- Observei na internet um documento alertando para os perigos que a soja pode trazer à nossa saúde. Ele faz referência a uma petição da Solae ao FDA. Isso procede? O documento que se encontra na internet, "sobre os perigos da soja", refere-se a um parecer que foi feito para uma petição da Solae, onde a mesma solicitava ao FDA uma alegação de saúde para a proteína de soja em relação à redução do risco de câncer (clique aqui para a ler a petição). Esse documento é de 2004, e até então, o FDA continua mantendo a alegação de que a soja faz bem à saúde cardiovascular. Isto quer dizer que, embora a Solae não tenha conseguido a alegação para câncer, o FDA segue acreditando nos benefícios do grão em reduzir o colesterol, assim como a Anvisa - Ministério da Saúde do Brasil, através de uma alegação aprovada. Ressaltamos que os estudos científicos que relacionam o consumo de soja a vários benefícios à saúde superam em muito àqueles que mostram algum risco. Além disso, a maioria dos estudos que apontam riscos para a saúde foram desenvolvidos com animais e doses muitos superiores às consumidas pela população em geral. Cabe lembrar também que o consumo de soja entre os povos orientais é milenar, e estudos epidemiológicos realizados em países como Japão e China mostram que a incidência de vários tipos de câncer, doenças cardiovasculares e osteoporose entre os japoneses e chineses é significativamente menor quando comparada com dados da população de países ocidentais, onde o consumo de soja é baixo. Além disso, os povos orientais têm mais um ponto a seu favor, são considerados os mais longevos do mundo. Acreditamos que dificilmente o FDA ou a Anvisa darão a um alimento (qualquer que seja ele) uma alegação de saúde para câncer, uma vez que essa doença pode ser causada por múltiplos fatores, inclusive o genético. Sendo assim, não será apenas o consumo de soja que nos protegerá dessa doença, mas uma série de hábitos de vida saudáveis tais como os observados entre os orientais: alto consumo de vegetais, grãos, raízes, peixes ricos em ômega-3, atividade física diária etc... Fique atento ao nosso site, pois qualquer novidade sobre esse assunto será disponibilizada a todos internautas.
7- Existe algum dado sobre o crescimento do mercado brasileiro em relação ao setor de alimentos funcionais? Alguns dados do mercado brasileiro para o setor de alimentos funcionais, divulgados por instituições como Fiesp, Anvisa etc:
8- Existem evidências de que os ácidos graxos ômega-3 podem ajudar no tratamento de desordens comportamentais na infância? Ácidos graxos ômega 3 e 6 são fundamentais para o desenvolvimento e função do cérebro. Estudos recentes têm mostrado que a deficiência ou o desequilíbrio metabólico desses ácidos graxos pode estar associado a desordens comportamentais e de natureza psiquiátrica, incluindo o déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Evidências preliminares sugerem que a suplementação com ômega-3, mais especificamente com o ácido docosahexanóico (DHA) encontrado em óleos de peixes, pode ajudar no tratamento do TDAH, melhorando problemas de comportamento e aprendizagem. Contudo, mais pesquisas são necessárias para avaliar a durabilidade dos efeitos do tratamento, determinar a composição ótima e a dosagem do suplemento, entre outras dúvidas que permanecem... Para saber mais sobre esse assunto, sugerimos que acesse o site da National Library of Medicine e acesse estudos recentes utilizando as palavras chaves " omega 3 and adhd " ou ainda " Attention Deficit Hyperactivity Disorder and DHA ".
9- Soube que o leite consumido em grandes quantidades por adultos é um importante fator de risco para câncer da próstata devido elevados teores de IGF-1 (fator de crescimento semelhante a insulina). Isso é verdade? O leite é um alimento muito nutritivo, rico em proteínas e principal fonte alimentar de cálcio. No entanto, devemos nos lembrar que em relação a nossa alimentação, devemos fazer uso do bom senso, ou seja, consumir os alimentos em quantidade e qualidade equilibradas. Todo excesso pode ser prejudicial, assim como a falta pode causar inúmeras doenças carenciais. Para entendermos melhor o assunto em questão, vamos rever nossos conceitos sobre o hormônio IGF1. Esse hormônio produzido em nosso corpo, também conhecido como pró-hGH (pró hormônio do crescimento), tem um papel importante no crescimento das crianças. Nos adultos pode execer efeitos anabólicos e tem sido usado para reverter alguns transtornos causados pela idade, como aumento de colesterol, perda muscular e enfraquecimento das funções mentais e neurológicas. No entanto, quando administrado em excesso, sem acompanhamento médico, podem ocorrer efeitos colaterais, tais como sobrecarga cardíaca por inchaço do músculo, crescimento de tumores já existentes , aumento das mamas, do queixo, das cartilagens, das orelhas, do nariz e até das mãos e dos pés. Há fortes suspeitas também que doses imprudentes deflagrem quadros de diabetes, isso quando há predisposição genética para a doença. Há ainda suspeitas de que doses a mais desse hormônio estejam relacionadas ao desenvolvimento de câncer. Como a droga estimula a multiplicação celular, também estimularia o crescimento de tumores malignos. Entretanto, tudo isso ainda é questionável, e poucos estudos foram conduzidos até o momento para comprovar esses efeitos. Voltando ao caso discutido aqui (leite de vaca), sabemos que a vaca também produz IGF1 (importante para ovulação e lactação) e que pequenas quantidades estão presentes no leite. Contudo, essa quantidade não é suficiente para causar qualquer efeito prejudicial à nossa saúde, a não ser que consumíssemos uma quantidade muito grande de laticínios todos os dias (algo considerado anormal). O que nos preocupa atualmente é o uso de um hormônio que tem sido utilizado como um anabolizante dado às vacas para aumentar a produção de leite. Esse hormônio é conhecido como BST - somatropina bovina recombinante e existe uma suspeita de que ele aumentaria a produção de IGF1 nas vacas. Consequentemente, o resíduo tanto da droga (hormônio) como uma maior quantidade de IGF1 poderiam estar presentes no leite. Não dispomos de estudos que comprovem que esses hormônios são utilizados em larga escala e podem de fato alterar a concentração de IGF1 no leite, no entanto, conforme adiantamos no início desta resposta, se fizermos uso do bom senso, certamente estaremos protegidos de qualquer prejuízo. Finalizamos lembrando também que a s gorduras saturadas do leite e derivados (e de outros alimentos também) podem ser um fator de promoção de vários tipos de câncer, principalmente mama e próstata. Por isso, adultos devem ser orientados a consumir esses produtos livres de gordura, ou seja, desnatados.
10 - O que é Kefir e quais os seus benefícios? O kefir é uma bebida cremosa, de sabor ligeiramente amargo, que resulta da fermentação do leite. A fermentação é conseguida pela adição ao leite dos chamados grãos de kefir (ou culturas mães obtidas de grãos de kefir). Estes grãos são formados por uma mistura complexa de bactérias e leveduras unidas a uma matriz polissacarídea. Quando adicionados ao leite (de vaca, cabra, ovelha, soja, etc.) vão fermentá-lo, incorporando na sua constituição bactérias e leveduras benéficas, entre elas o Lactobacillus bulgaricus, Streptococcu thermophilus, Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus casei , entre outras. Esses microorganismos apresentam efeito probiótico, ou seja, são capazes de equilibrar a flora bacteriana do intestino, promovendo saúde para as pessoas ao diminuir os riscos de doenças intestinais. Alguns dos benefícios preconizados pelas pesquisas com alimentos probióticos (em geral são conduzidas com leites fermentados do tipo yakult) incluem: prevenção e melhora de diarréia, restabelecimento da integridade da mucosa intestinal, prevenção e controle de câncer de cólon (intestino grosso), melhora no sistema imunológico (maior resistência às infecções), melhora de constipação (intestino preso) e melhora da alergia a certos alimentos, incluindo intolerância à lactose do leite (alergia ao leite de vaca). |
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