SBAF - Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais

O famoso aforismo de Henry Ford - "o que as pessoas querem?" - pode ser uma lição a ser aprendida pelos fabricantes de alimentos

Da diretoria da SBAF

Henry Ford questionou as pessoas sobre o que elas queriam e elas responderam cavalos mais velozes; isso poderia ser uma lição a ser aprendida pela indústria alimentícia. Ele fabricou automóveis.

Substituto para o sal baseado em cloreto de potássio, adoçante (xilitol) para bebidas e balas isentas de açúcar e pães com grãos integrais são inovações, saudáveis, que estão ajudando o consumidor a escolher alimentos mais adequados à saúde. Ainda assim, não se chegou a um produto de massa como o Henry Ford idealizou e concebeu, o automóvel. Sem a grande descoberta baseada na imaginação, a indústria alimentícia está dando ao consumidor cavalos mais velozes e poderia, ao contrário, estar desenvolvendo a nutrição do século XXI para as necessidades do século XXI.

Hoje, a maioria dos programas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) das indústrias alimentares é concentrada na incorporação de novos ingredientes em produtos pré-existentes, voltados para o interesse dos consumidores. No entanto, o âmago desse interesse é o desejo por uma nutrição e por uma saúde melhor. O grande passo será a criação de uma "supernutrição". Esta seria o automóvel substituto do desejo por cavalos mais velozes. Isto significa que muitos dos atuais programas de P&D podem ter sido esforços desnecessários. O desenvolvimento de alternativas naturais para o sódio é útil para se reduzir o mesmo das refeições prontas. Mas estas continuam sendo refeições prontas que tendem a ter um valor nutricional baixo. Similarmente, enquanto as bebidas sem açúcar melhoraram o paladar elas continuam sem valor nutricional.

A indústria alimentícia baseia suas ações no conceito de que o consumidor dificilmente modifica seu hábito de compra ou consumo. É importante considerar que os hábitos alimentares estão mudando e um exemplo disso é o que vem acontecendo no Reino Unido; pessoas estão consumindo um menu que seria irreconhecível a 30 anos atrás.

A indústria alimentícia deve prover alternativas viáveis para os produtos tradicionais. Inovações, como a microencapsulação, significam que os fabricantes possuem uma grande flexibilidade. Estão sendo produzidas novidades como o óleo de soja não hidrogenado livre de gordura trans e novos adoçantes (dihidrocalconas) derivados de frutas cítricas.

Existe um grande receio, por parte dos fabricantes, em inovar muito e perder para o fator tradição de compras apresentado pelos consumidores. Por outro lado, a indústria alimentícia tem a oportunidade de redefinir os termos do debate; dizer aos consumidores que os alimentos saudáveis não devem ser simplesmente imitações do que eles já usam atualmente. Isto implica que uma grande parte da P&D deve ser investida no desenvolvimento de produtos realmente novos, inovando a missão da nutrição.

O sucesso nunca é garantido mas é uma verdade que a fortuna está a favor dos corajosos.

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Fonte: Foodnavigator.com

 

 

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