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O cacau, o principal ingrediente do chocolate, é pesquisado como fonte de nutracêuticos
Da diretoria da SBAF
Moléculas presentes no cacau estão recebendo o crédito de serem benéficas para o coração. Projeta-se para o chocolate escuro, num futuro breve, uma ação coadjuvante para o tratamento de diabete, derrames, demência vascular, além de poder ser utilizado como matéria prima, pelas indústrias farmacêuticas, para obtenção de novos medicamentos. Os cientistas estão apostando numa nova classe de medicamento, os flavonóis sintetizados, para auxiliar na prevenção e tratamento de doenças sérias. As evidências científicas a respeito dos flavonóis do cacau são muitas, segundo Norm Hollenber, professor de medicina da Escola Médica de Harvard, um dos primeiros a identificar o potencial dos flavonóis do cacau para a saúde. Os cientistas perceberam que todos os flavonóis do cacau podem ser sintetizados e que novas moléculas podem ser desenvolvidas a partir de moléculas naturais.
Em um encontro recente, na Suíça, propiciou-se a oportunidade para cientistas de todo o mundo, que trabalham de forma independente com cacau, de expor seus achados científicos. Foram apresentadas publicações sobre testes in vitro e estudos clínicos envolvendo os flavonóis do cacau. As moléculas de flavonois do cacau com efeitos similares a aspirina, no que se refere à redução da agregação plaquetária, foram primeiramente apresentadas. Este é o ponto de maior interesse para a indústria farmacêutica. Dois estudos clínicos demonstraram que os flavonóis do cacau podem aumentar o fluxo sangüíneo em áreas importantes do encéfalo, sugerindo um potencial para tratamento de perdas vasculares associadas com a idade, incluindo a demência e os derrames.
Outro ponto importante que foi destacado é o achado de que os flavonóis do cacau podem aumentar a síntese de óxido nítrico pelos vasos sangüíneos, aumentando o fluxo sangüíneo. Um recente estudo clínico aponta para benefícios em relação aos pacientes diabéticos que apresentam sérias complicações vasculares associadas à longa duração da doença. Trata-se de uma área promissora pois os efeitos no organismo humano começam a ser elucidados e a possibilidade de sintetizar flavonóis, em laboratórios, é real.
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Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais - SBAF
Fonte: IFT - daily news
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